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A grande torre de Delfos estava tensa naquela noite. Apenas o vento tinha voz. Apenas a lua dava o foco ao que poderia ser visto. Apenas as ervas davam gosto ao ar. 

Uma sacerdotisa esperava pelo que estava por vir. O aviso tinha sido claro. Por sete dias não vira o Sol. Por sete dias Apolo se manteve em silêncio. Algo importante estava para acontecer. 
Em seu leito, pelos primeiros dois dias não conseguiu dormir. Quatro nomes se repetiam em sua cabeça como um mantra sem fim.
Ela conhecia todos eles. Eram os sábios de Atenas, Delos, Esparta e Nysa. Pessoas incrivelmente inteligentes e detentoras de poderes místicos.


Os quatro sábios haviam chegado à sagrada torre nas primeiras horas daquele dia. Foram convocados com a maior das urgências e atenderam ao chamado.
Ao redor do altar, circundando o oráculo, os quatro viram o Sol se fazer presente naquele corpo. Mais quente que qualquer chama  e mais luminoso do que qualquer brilho. Seus corações foram tomados pelo sentimento e seus olhos pela clareza. 

Dotados do saber da profecia retornaram para suas terras e com seus reis e estrategos se reuniram. Não havia tempo a perder e não havia esforços a se medir. As pessoas certas foram recrutadas e partiram para o oeste onde encontraram um mundo novo, misterioso e hostil mas ao mesmo tempo  detentor de suas belezas e riquezas.

Sob juramentos sagrados a aliança foi formada. Ta Ksífi Tis Avgís, As Espadas do Alvorecer, foram erguidas e lutariam até o fim para garantir que as mudanças inevitáveis trouxessem luz ao mundo pelo qual suas histórias viveriam eternamente.
 
 

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